1º de junho de 1485
Vagando pelas ruas de Leeds, relembrei do dia que enfrentamos Jenna. No meu subconsciente sabia que aquele dia seria o ultimo de paz em minha vida. Liesel fez-me voltar à realidade dizendo:
- O que te preocupas meu irmão?
- Não é nada Liesel. Você não está com fome? Estou sentindo um cheiro delicioso daqui...
- Desculpe Peter, mas em matéria de mentir e de desviar a conversa você com certeza não é bom... Agora me diga o que pensas?
- Sinto que o pior ainda esta por vir... Naquela noite no beco foi o ultimo dia de paz em nossas vidas. Percebi que aquela garota nutria um ódio mortal por nós.
- Peter, e o que faremos? Temos que enfrentá-la!
- Eu sei...
Disse isso com um aperto no coração, sabendo que devia proteger minha irmã, nem que para isso fosse preciso matar aquela bruxa.
3 de junho de 1485
Liesel, sabendo que sua segurança não estava totalmente segura, concordou comigo que a partir de hoje, nós iríamos juntos a qualquer lugar. A familiar queimação na garganta estava voltando, e esperamos anoitecer para caçar.
Saímos à procura de algumas vítimas. Procurávamos caçar pessoas da escória, ladrões, bêbados, andarilhos, que talvez não fizessem tanta falta, pois somos uma raça desconhecida dos humanos.
Desliguei meu cérebro, era hora de caçar. Deixei o perfume delicioso do sangue humano penetrar em minhas narinas. Agora eu era um predador.
No final das contas foram: três corpos de andarilhos que tiveram seus sangues totalmente sugados. Liesel caçou somente um. Durante essa expedição de caça, descobri um outro poder que possuía: se eu me concentrasse bem em um humano, eu podia manipulá-lo como um boneco de fantoche.
Voltamos para nosso abrigo, onde decidimos uma coisa: iríamos caçar essas bruxas, antes que elas nos caçassem.
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