
26 de maio de 1485
Hoje seria o nosso 377º aniversário de vampiro. Paralisado para sempre aos 16 anos. Que ótimo. Eu e Liesel, depois daquela noite macabra, nos tornamos vampiros e nossos pais morreram, pois tiveram o sangue drenado do corpo. Se eu não tivesse chegado naquela hora, provavelmente Liesel também estaria morta, mas depois de muita reflexão sobre esse assunto, chegamos à conclusão de que o que ele queria era nos transformar em vampiros mesmo, pois tempo de nos matar enquanto o fogo da transformação nos consumia, ele teve. Quando fomos até a sala, com a garganta em chamas, encontramos um bilhete em caligrafia fina e elegante:
Encontre-me no galpão da Rua Himmel, às 21h 30 min.
Tomados por uma raiva sub-humana, fomos ao endereço que o estranho havia deixado. No caminho, encontramos alguns humanos que cheiravam irresistivelmente bem, eu olhei para o rosto de Liesel e eu não vi mais o rosto angelical dela, e sim de uma predadora, depois de nos saciarmos, fomos ao encontro do homem misterioso. Quando chegamos lá, o homem com a mesma capa de viagem estava no meio de uma roda formada por - eu quase tinha certeza - vampiros. Nos aproximamos lentamente até o grupo e fomos recebidos por uma saudação:
- Ora, ora, Peter Howard e Liesel Howard! Os irmãos mais talentosos que já vi...
Eu e Liesel quase começamos a dar risada. Nós? Talentosos? Nós não tínhamos nenhum tipo de poder especial, a não ser a força, velocidade e outros mais que nós ainda não havíamos testado.
O homem se chamava Thommas, ele nos transformou, pois queria formar um exército para combater as bruxas. Bruxas? Existiam bruxas? Liesel me olhou com aquele tipo de olhar “que baboseira é essa?”, foi quando eu disse:
- Olha, eu sei que podem existir bruxas, mas eu e minha irmã não vamos cooperar com essa coisa. Vamos, Liesel.
Quando estávamos chegando na porta, Thommas bloqueou a saída e disse:
- Ou vocês me apóiam ou não sairão deste galpão vivos!
- Preferimos morrer ao apoiar você a destruir pessoas que não nos fizeram mal algum para nós! – Liesel disse com uma voracidade que eu nunca havia ouvido.
Abrimos caminho em direção à porta, mas numa fração de segundo, os nossos pés ficaram, de repente, presos ao chão. Liesel deu um grito de ódio, e depois disso, era como se nós estivéssemos envolvidos em uma bolha magnética que nos protegia dos poderes dos outros. No meio desse acontecimento, percebemos que estávamos invisíveis, pois Thommas gritou:
- Onde eles estão?
Liesel sussurrou em meu ouvido:
- Vamos sair daqui!
Saímos e não olhamos para trás.
gostaram? Amanhã tem maais !
beeijos, sweeters !
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